quinta-feira, 30 de abril de 2009
As formas de transmissão da gripe A são semelhantes à de qualquer outra gripe.
A gripe A, ou gripe suína como era reconhecida até 30 de abril de 2009, é causada pelo vírus Influenza tipo A/H1N1 modificado, denominado A/CALIFORNIA/04/2009. Esse, resultante da união de material genético de cepas da gripe humana, aviária e suina; extrapolou a barreira de espécies e passou a atingir seres humanos.
Em dezoito de março do ano de 2009, a Organização Mundial de Saúde anunciou a ocorrência de casos desta gripe no México e, pouco tempo depois, nos Estados Unidos. Espanha, Canadá e outras regiões do globo terrestre, como o próprio Brasil, também entraram nesta lista. Por tal motivo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou tais incidências como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), criando o Gabinete Permanente de Emergência de Saúde Pública (GPESP), a fim de monitorar o vírus, tomando as medidas necessárias e cabíveis – como tratamento dos casos e busca pela viabilização de vacina contra tais cepas. Tais providências se fazem necessárias para evitar uma possível pandemia, esta que poderia ser capaz de contaminar um terço da população.
Embora seja mais transmissível que o vírus da gripe aviária, e assim como qualquer outra gripe, o contato com saliva contendo partículas virais, eliminadas principalmente ao espirrar ou tossir; ou secreções de pessoas infectadas são as formas mais comuns de contaminação.
Os sintomas desta doença incluem a presença de febre repentina e acima de 38°C e tosse, podendo vir acompanhados de diarreia, dificuldade respiratória e dores de cabeça, nas articulações e músculos. O período de incubação pode variar entre 24 horas a duas semanas.
Pessoas com tais manifestações, e/ou que estiveram em algum dos países cuja incidência foi confirmada - além daqueles que tiveram contato próximo com estes - devem buscar auxílio médico, a fim de diagnosticar a doença. Os kits utilizados fornecem os resultados em até 72 horas, sendo necessárias amostras de secreções respiratórias, de no máximo sete dias após o início das manifestações. Pode ser necessária a coleta de sangue, para diagnóstico diferencial.
Apesar da grande transmissibilidade, algumas medidas relativamente simples podem evitar, de forma significativa, a contaminação pelo A/CALIFORNIA/04/2009. Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, preferencialmente com lenço descartável; lavar as mãos frequentemente, com água e sabão; não tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar aglomerações; não utilizar fármacos sem prescrição médica e buscar auxílio médico em casos de manifestação de sintomas são extremamente importantes. Além disso, uma alimentação balanceada e boa ingestão de líquidos reforçam o sistema imunológico, reduzindo as chances de incidência dessa e de outras doenças.
A gripe A, ou gripe suína como era reconhecida até 30 de abril de 2009, é causada pelo vírus Influenza tipo A/H1N1 modificado, denominado A/CALIFORNIA/04/2009. Esse, resultante da união de material genético de cepas da gripe humana, aviária e suina; extrapolou a barreira de espécies e passou a atingir seres humanos.
Em dezoito de março do ano de 2009, a Organização Mundial de Saúde anunciou a ocorrência de casos desta gripe no México e, pouco tempo depois, nos Estados Unidos. Espanha, Canadá e outras regiões do globo terrestre, como o próprio Brasil, também entraram nesta lista. Por tal motivo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou tais incidências como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), criando o Gabinete Permanente de Emergência de Saúde Pública (GPESP), a fim de monitorar o vírus, tomando as medidas necessárias e cabíveis – como tratamento dos casos e busca pela viabilização de vacina contra tais cepas. Tais providências se fazem necessárias para evitar uma possível pandemia, esta que poderia ser capaz de contaminar um terço da população.
Embora seja mais transmissível que o vírus da gripe aviária, e assim como qualquer outra gripe, o contato com saliva contendo partículas virais, eliminadas principalmente ao espirrar ou tossir; ou secreções de pessoas infectadas são as formas mais comuns de contaminação.
Os sintomas desta doença incluem a presença de febre repentina e acima de 38°C e tosse, podendo vir acompanhados de diarreia, dificuldade respiratória e dores de cabeça, nas articulações e músculos. O período de incubação pode variar entre 24 horas a duas semanas.
Pessoas com tais manifestações, e/ou que estiveram em algum dos países cuja incidência foi confirmada - além daqueles que tiveram contato próximo com estes - devem buscar auxílio médico, a fim de diagnosticar a doença. Os kits utilizados fornecem os resultados em até 72 horas, sendo necessárias amostras de secreções respiratórias, de no máximo sete dias após o início das manifestações. Pode ser necessária a coleta de sangue, para diagnóstico diferencial.
Apesar da grande transmissibilidade, algumas medidas relativamente simples podem evitar, de forma significativa, a contaminação pelo A/CALIFORNIA/04/2009. Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, preferencialmente com lenço descartável; lavar as mãos frequentemente, com água e sabão; não tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; evitar aglomerações; não utilizar fármacos sem prescrição médica e buscar auxílio médico em casos de manifestação de sintomas são extremamente importantes. Além disso, uma alimentação balanceada e boa ingestão de líquidos reforçam o sistema imunológico, reduzindo as chances de incidência dessa e de outras doenças.
Uma reunião de emergência com todos os ministros da Saúde dos países da União Europeia (UE) está sendo planejada para discutir o combate à gripe suína. A comissária europeia de Saúde, Androulla Vassiliou, pedirá à presidência da UE que essa reunião seja convocada "o mais breve possível".Empréstimo de US$ 205 miPara ajudar o México a enfrentar a epidemia da gripe suína, o Banco Mundial (Bird) aprovou um empréstimo emergencial de US$ 205 milhões para o país. Desse valor, US$ 25 milhões serão liberados imediatamente para a aquisição de remédios e equipamentos médicos para detectar e diagnosticar a doença.Em São Paulo, um homem foi internado com sintomas de gripe, mas o médico acredita não ser gripe suína.Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) dizer que a doença tem potencial para se espalhar e se tornar uma pandemia, a organização afirma que o mundo está "bem preparado" para ela.Margaret Chan, diretora da OMS (Organização Mundial da Saúde), reforçou a necessidade de todos os países adotarem medidas de prevenção. "Os países que ainda não foram atingidos devem aumentar sua vigilância", advertiu a diretora.Reino Unido, Brasil, Hong Kong e Coreia do Sul estão advertindo passageiros que embarcam e desembarcam dos EUA e México sobre a doença.
A ministra da Saúde da Espanha, Trinidad Jiménez, confirmou nesta segunda-feira um caso de gripe suína em um cidadão espanhol que havia viajado recentemente ao México.O caso foi detectado em um jovem da localidade de Almansa, que apresentou problemas respiratórios e febre após voltar do México em 22 de abril.
O governo dos Estados Unidos declarou ontem estado de emergência pública, depois que 20 casos da doença foram confirmados em cinco Estados do país. Canadá, Nova Zelândia, França, Reino Unido e Israel também registram suspeita de cidadãos contaminados com o vírus.
Saiba como a gripe suína se espalha entre humanos
O ministro da Saúde mexicano, José Angel Córdova, anunciou ontem (26) na televisão que o número das pessoas hospitalizadas devido à epidemia se situava em cerca de 400. O ministro afirmou também que já foram notificados mais de 1.600 casos suspeitos de gripe suína e que cerca de 1.000 pessoas conseguiram se curar e foram liberadas dos hospitais.
Passageiros provenientes da Cidade do México desembarcam usando máscaras no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). Viajantes reclamam de falta informação sobre a gripe suína no aeroporto
O governo dos Estados Unidos declarou ontem estado de emergência pública, depois que 20 casos da doença foram confirmados em cinco Estados do país. Canadá, Nova Zelândia, França, Reino Unido e Israel também registram suspeita de cidadãos contaminados com o vírus.
Saiba como a gripe suína se espalha entre humanos
O ministro da Saúde mexicano, José Angel Córdova, anunciou ontem (26) na televisão que o número das pessoas hospitalizadas devido à epidemia se situava em cerca de 400. O ministro afirmou também que já foram notificados mais de 1.600 casos suspeitos de gripe suína e que cerca de 1.000 pessoas conseguiram se curar e foram liberadas dos hospitais.
Passageiros provenientes da Cidade do México desembarcam usando máscaras no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). Viajantes reclamam de falta informação sobre a gripe suína no aeroporto
quinta-feira, 23 de abril de 2009
ONG
As Organizações não governamentais (ou também chamadas de organizações não governamentais sem fins lucrativos), também conhecidas pelo acrônimo ONG, são associações do terceiro sector, da sociedade civil, que se declaram com finalidades públicas e sem fins lucrativos, que desenvolvem ações em diferentes áreas e que, geralmente, mobilizam a opinião pública e o apoio da população para modificar determinados aspectos da sociedade.
Estas organizações podem ainda complementar o trabalho do Estado, realizando ações onde ele não consegue chegar, podendo receber financiamentos e doações do mesmo, e também de entidades privadas, para tal fim.
Atualmente, estudiosos têm defendido o uso da terminologia organizações da sociedade civil para designar as mesmas instituições.
É importante ressaltar que ONG não tem valor jurídico. No Brasil, três figuras jurídicas correspondentes no novo Código Civil compõem o Terceiro Setor: associações, fundações e organizações religiosas (que foram recentemente consideradas como uma terceira categoria).
Estas organizações podem ainda complementar o trabalho do Estado, realizando ações onde ele não consegue chegar, podendo receber financiamentos e doações do mesmo, e também de entidades privadas, para tal fim.
Atualmente, estudiosos têm defendido o uso da terminologia organizações da sociedade civil para designar as mesmas instituições.
É importante ressaltar que ONG não tem valor jurídico. No Brasil, três figuras jurídicas correspondentes no novo Código Civil compõem o Terceiro Setor: associações, fundações e organizações religiosas (que foram recentemente consideradas como uma terceira categoria).
quinta-feira, 12 de março de 2009
Os oceanos e a atmosfera
Os oceanos desempenham um papel importante no ciclo do carbono entre a atmosfera, o ambiente físico e os organismos vivos. Três grandes projectos europeus - ECOBA, CARUSO e ASGAMAGE estão a investigar estes processos complexos utilizando técnicas experimentais e modelos informáticos especiais.
O dióxido de carbono da atmosfera dissolve-se na água e é transportado através do globo por correntes profundas nos oceanos. O plâncton que pode tem capacidade de fotossíntese (produção de matéria orgânica ao combinar o dióxido de carbono e a água utilizando a energia da luz solar) gasta parte deste carbono. Se há muito plâncton, o oceano converte-se num escoadouro para o carbono, tirando-o da atmosfera e encerrando-o em restos orgânicos que finalmente ficam presos nos sedimentos dos fundos marinhos.
Se o CO2 da atmosfera aumentar, como aconteceu nos últimos 200 anos, chega mais CO2 aos oceanos. Infelizmente, este aumento não significa um maior crescimento de organismos vivos porque o carbono que necessitam já se encontra presente e em grande excesso. De modo que, mais carbono na atmosfera significa, geralmente, mais carbono no mar. Actualmente não sabemos exactamente como tudo isto se relaciona com os padrões de circulação dos oceanos, mas ESCOBA já desenvolveu vários modelos informáticos novos que poderão ajudar-nos de futuro a estabelecer essa relação.
Uma das maiores carências do nosso conhecimento do papel dos oceanos no ciclo do carbono é a nossa incapacidade de calcular com exactidão a percentagem de CO2 trocado entre o ar e o mar. Isto implica que não possamos saber qual a quantidade de dióxido de carbono produzida pela actividade humana que vai para os oceanos ou se existe a possibilidade de que os oceanos possam salvar-nos do aquecimento global absorvendo o excesso de CO2. Os cientistas que trabalham no âmbito do projecto ASGAMAGE estão a tentar encontrar respostas a estas perguntas desenvolvendo e experimentando novos métodos para calcular a quantidade de CO2 trocada entre a atmosfera e os oceanos.
A campanha de medidas do projecto europeu CARUSO demonstrou que o oceano Antárctico é melhor depósito de carbono do que as águas do hemisfério norte. Pensa-se que esta descoberta inesperada se deve à alta densidade de nutrientes minerais, principalmente ferro, que existem nos mares do sul. O plâncton necessita de ferro para utilizar o dióxido de carbono no processo de síntese.
Um depósito mais importante no sul
Os oceanos do sul constituem um depósito de carbono mais importante do que os do norte. Isto é bastante inesperado por duas razões. Em primeiro lugar o Antártico tem um Inverno muito comprido com longas noites e com mares muitos agitados. Sendo a luz geralmente limitada, o plâncton que pode utilizar a dita luz quando flutua à superfície é intermitentemente submerso até profundidades onde não recebe luz nenhuma. Em segundo lugar, a água muito fria e profunda tem tendência para aflorar à superfície e à medida que vai aquecendo vai libertando na atmosfera o dióxido de carbono nela dissolvido.
A razão disso parece estar no facto de que a água procedente das profundidades dos oceanos do sul não tem apenas um grande teor de carbono mas igualmente muitos nutrientes minerais importantes como azoto, fósforo e silício. Hein de Baar, um dos mais importantes cientistas do projecto CARUSO, e os seus colegas foram os primeiros a demonstrar que as correntes horizontais procedentes das orlas costeiras vizinhas enriquecem a água de superfície com ferro: "Além da luz, o ferro poderia ser o factor de limitação mais importante no que diz respeito à fotossíntese. O seu papel é crucial visto que há um átomo de ferro no núcleo de cada molécula de clorofila. Esta clorofila é o pigmento verde que permite a fotossíntese do plâncton".
O facto de os níveis de ferro, e não a luz, limitarem a fotossíntese nos oceanos do sul durante os meses de Verão, levou a sugerir que um aumento da quantidade de ferro permitiria que as concentrações de plâncton mais importantes captassem mais carbono da atmosfera. Fizeram-se várias tentativas de fertilização com ferro em diferentes partes do Pacífico perto do Equador, com resultados mitigados. Numa experiência, apareceu um breve florescimento de plâncton, mas o ferro desapareceu rapidamente. No entanto, Hein de Baar e o resto da equipa CARUSO, pensam fazer mais experiências de enriquecimento com ferro. "Será lançado ao mar ferro etiquetado quimicamente para se poder seguir o seu rasto".
Prevendo El Niño
O que é El Niño? No Equador a água do Oceano Pacífico Ocidental é quente. Ao contrário, na parte oriental próxima do continente americano a água é mais fria por ser constantemente renovada por água fria proveniente do fundo do mar. Em períodos de tempo variáveis entre dois e sete anos, os fortes ventos alísios de oeste diminuem e a água quente começa a derivar lentamente para a zona oriental do oceano. Esta alteração significativa pode provocar modificações drásticas no clima, afectando muitas partes do mundo, causando sérios prejuízos na economia e perdas de vidas humanas. Desde 1997, a corrente El Niño (a pior deste século) tem causado inundações terríveis em África e em toda a costa americana do Pacífico e tem dado lugar a fortes secas e incêndios na Indonésia e no Brasil. A Europa escapou às consequências mais violentas de El Niño, mas em muitas partes houve condições meteorológicas estranhas.
Baseando-se em muitos anos de dolorosas observações sobre os acontecimentos de El Niño, os investigadores europeus, parcialmente apoiados pelo projecto PROVOST desenvolveram recentemente um modelo fiável de estudo da relação entre a atmosfera e os oceanos. O seu objectivo é fornecer previsões climatéricas regionais, globais e sazonais que poderão vir a ter um imenso valor socio-económico. Se, por exemplo, os governos pudessem confiar nas previsões sazonais, poderiam aumentar o armazenamento de combustíveis antes dum Inverno frio. Da mesma maneira, os agricultores poderiam seleccionar as culturas que crescessem melhor nas condições previstas. Apesar do projecto estar focalizado na Europa, as suas previsões e benefícios seriam globais. Portanto, se o modelo pudesse prever um El Niño responsável por um desastre na produção de cana de açúcar nos trópicos, os agricultores europeus, para compensar, poderiam aumentar a produção de beterraba açucareira.
O novo modelo europeu utiliza dados procedentes de diferentes fontes - observações terrestres, dados transmitidos por satélite e dados da superfície e sub-superfície oceânica provenientes de barcos e bóias. Até agora, demonstrou ser fiável, mas é mais fácil prever quando El Niño (quente) ou a Niña (frio) são fortes. A equipa está agora a trabalhar arduamente para melhorar os modelos e assim poder prever os efeitos numa gama mais ampla de condições.
Os oceanos desempenham um papel importante no ciclo do carbono entre a atmosfera, o ambiente físico e os organismos vivos. Três grandes projectos europeus - ECOBA, CARUSO e ASGAMAGE estão a investigar estes processos complexos utilizando técnicas experimentais e modelos informáticos especiais.
O dióxido de carbono da atmosfera dissolve-se na água e é transportado através do globo por correntes profundas nos oceanos. O plâncton que pode tem capacidade de fotossíntese (produção de matéria orgânica ao combinar o dióxido de carbono e a água utilizando a energia da luz solar) gasta parte deste carbono. Se há muito plâncton, o oceano converte-se num escoadouro para o carbono, tirando-o da atmosfera e encerrando-o em restos orgânicos que finalmente ficam presos nos sedimentos dos fundos marinhos.
Se o CO2 da atmosfera aumentar, como aconteceu nos últimos 200 anos, chega mais CO2 aos oceanos. Infelizmente, este aumento não significa um maior crescimento de organismos vivos porque o carbono que necessitam já se encontra presente e em grande excesso. De modo que, mais carbono na atmosfera significa, geralmente, mais carbono no mar. Actualmente não sabemos exactamente como tudo isto se relaciona com os padrões de circulação dos oceanos, mas ESCOBA já desenvolveu vários modelos informáticos novos que poderão ajudar-nos de futuro a estabelecer essa relação.
Uma das maiores carências do nosso conhecimento do papel dos oceanos no ciclo do carbono é a nossa incapacidade de calcular com exactidão a percentagem de CO2 trocado entre o ar e o mar. Isto implica que não possamos saber qual a quantidade de dióxido de carbono produzida pela actividade humana que vai para os oceanos ou se existe a possibilidade de que os oceanos possam salvar-nos do aquecimento global absorvendo o excesso de CO2. Os cientistas que trabalham no âmbito do projecto ASGAMAGE estão a tentar encontrar respostas a estas perguntas desenvolvendo e experimentando novos métodos para calcular a quantidade de CO2 trocada entre a atmosfera e os oceanos.
A campanha de medidas do projecto europeu CARUSO demonstrou que o oceano Antárctico é melhor depósito de carbono do que as águas do hemisfério norte. Pensa-se que esta descoberta inesperada se deve à alta densidade de nutrientes minerais, principalmente ferro, que existem nos mares do sul. O plâncton necessita de ferro para utilizar o dióxido de carbono no processo de síntese.
Um depósito mais importante no sul
Os oceanos do sul constituem um depósito de carbono mais importante do que os do norte. Isto é bastante inesperado por duas razões. Em primeiro lugar o Antártico tem um Inverno muito comprido com longas noites e com mares muitos agitados. Sendo a luz geralmente limitada, o plâncton que pode utilizar a dita luz quando flutua à superfície é intermitentemente submerso até profundidades onde não recebe luz nenhuma. Em segundo lugar, a água muito fria e profunda tem tendência para aflorar à superfície e à medida que vai aquecendo vai libertando na atmosfera o dióxido de carbono nela dissolvido.
A razão disso parece estar no facto de que a água procedente das profundidades dos oceanos do sul não tem apenas um grande teor de carbono mas igualmente muitos nutrientes minerais importantes como azoto, fósforo e silício. Hein de Baar, um dos mais importantes cientistas do projecto CARUSO, e os seus colegas foram os primeiros a demonstrar que as correntes horizontais procedentes das orlas costeiras vizinhas enriquecem a água de superfície com ferro: "Além da luz, o ferro poderia ser o factor de limitação mais importante no que diz respeito à fotossíntese. O seu papel é crucial visto que há um átomo de ferro no núcleo de cada molécula de clorofila. Esta clorofila é o pigmento verde que permite a fotossíntese do plâncton".
O facto de os níveis de ferro, e não a luz, limitarem a fotossíntese nos oceanos do sul durante os meses de Verão, levou a sugerir que um aumento da quantidade de ferro permitiria que as concentrações de plâncton mais importantes captassem mais carbono da atmosfera. Fizeram-se várias tentativas de fertilização com ferro em diferentes partes do Pacífico perto do Equador, com resultados mitigados. Numa experiência, apareceu um breve florescimento de plâncton, mas o ferro desapareceu rapidamente. No entanto, Hein de Baar e o resto da equipa CARUSO, pensam fazer mais experiências de enriquecimento com ferro. "Será lançado ao mar ferro etiquetado quimicamente para se poder seguir o seu rasto".
Prevendo El Niño
O que é El Niño? No Equador a água do Oceano Pacífico Ocidental é quente. Ao contrário, na parte oriental próxima do continente americano a água é mais fria por ser constantemente renovada por água fria proveniente do fundo do mar. Em períodos de tempo variáveis entre dois e sete anos, os fortes ventos alísios de oeste diminuem e a água quente começa a derivar lentamente para a zona oriental do oceano. Esta alteração significativa pode provocar modificações drásticas no clima, afectando muitas partes do mundo, causando sérios prejuízos na economia e perdas de vidas humanas. Desde 1997, a corrente El Niño (a pior deste século) tem causado inundações terríveis em África e em toda a costa americana do Pacífico e tem dado lugar a fortes secas e incêndios na Indonésia e no Brasil. A Europa escapou às consequências mais violentas de El Niño, mas em muitas partes houve condições meteorológicas estranhas.
Baseando-se em muitos anos de dolorosas observações sobre os acontecimentos de El Niño, os investigadores europeus, parcialmente apoiados pelo projecto PROVOST desenvolveram recentemente um modelo fiável de estudo da relação entre a atmosfera e os oceanos. O seu objectivo é fornecer previsões climatéricas regionais, globais e sazonais que poderão vir a ter um imenso valor socio-económico. Se, por exemplo, os governos pudessem confiar nas previsões sazonais, poderiam aumentar o armazenamento de combustíveis antes dum Inverno frio. Da mesma maneira, os agricultores poderiam seleccionar as culturas que crescessem melhor nas condições previstas. Apesar do projecto estar focalizado na Europa, as suas previsões e benefícios seriam globais. Portanto, se o modelo pudesse prever um El Niño responsável por um desastre na produção de cana de açúcar nos trópicos, os agricultores europeus, para compensar, poderiam aumentar a produção de beterraba açucareira.
O novo modelo europeu utiliza dados procedentes de diferentes fontes - observações terrestres, dados transmitidos por satélite e dados da superfície e sub-superfície oceânica provenientes de barcos e bóias. Até agora, demonstrou ser fiável, mas é mais fácil prever quando El Niño (quente) ou a Niña (frio) são fortes. A equipa está agora a trabalhar arduamente para melhorar os modelos e assim poder prever os efeitos numa gama mais ampla de condições.
sábado, 24 de janeiro de 2009
SALVEM O NOSSO PLANETA
Os seres que moram na terra,
Precisam ter compreensão.
Que os lixos que nós produzimos,
Não sejam jogados no chão.
Não podem jogá-los nos rios,
Causando a poluição.
Precisam ser aproveitados.
Em toda terra e as nações.
Não devem jogá-los nos rios,
Nas ruas e nem pelo chão.
Precisam de ser reciclados,
Pra não causar poluição.
E os lixos que não sejam úteis.
De restos de alimentação.
Podemos fazer deles adubos,
Usando em todas as plantações.
O que é preciso aprender,
Que não devem os lixos queimar.
Pra não poluir o espaço,
Pra todos poder respirar.
Não digo apenas os homens,
Também todos os animais.
Que precisam do o oxigênio,
Pra vida poder continuar.
A seres que vivem nas águas,
Morrendo pela nossa mão.
De óleos jogados nas águas,
Morrendo pela poluição.
Autor. João do Rozario Lima.
Os seres que moram na terra,
Precisam ter compreensão.
Que os lixos que nós produzimos,
Não sejam jogados no chão.
Não podem jogá-los nos rios,
Causando a poluição.
Precisam ser aproveitados.
Em toda terra e as nações.
Não devem jogá-los nos rios,
Nas ruas e nem pelo chão.
Precisam de ser reciclados,
Pra não causar poluição.
E os lixos que não sejam úteis.
De restos de alimentação.
Podemos fazer deles adubos,
Usando em todas as plantações.
O que é preciso aprender,
Que não devem os lixos queimar.
Pra não poluir o espaço,
Pra todos poder respirar.
Não digo apenas os homens,
Também todos os animais.
Que precisam do o oxigênio,
Pra vida poder continuar.
A seres que vivem nas águas,
Morrendo pela nossa mão.
De óleos jogados nas águas,
Morrendo pela poluição.
Autor. João do Rozario Lima.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A temperatura está a subir em todo o mundo, o que está a provocar uma série de alterações no clima que não são boas, nem para as pessoas, nem para os animais, nem para as plantas. E porque está a aumentar a temperatura? Por causa da poluição. Há gases libertados para a atmosfera que causam efeito de estufa, ou seja, ajudam a criar uma espécie de camada à volta da Terra que aquece todo o planeta. O principal gás é o dióxido de carbono, conhecido pela sua sigla, CO2. Cada português envia para a atmosfera, por ano, cerca de seis toneladas de gases com efeito de estufa.
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